Receita Federal já recebeu 948 mil declarações na Amazônia


Até às 16 horas desta quinta-feira, a Receita Federal do Brasil já havia recebido 948.418 declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física, exercício 2009, na 2ª Região Fiscal, que é composta pelos estados do norte do país, exceto Tocantins. A expectativa da Receita Federal, de receber 935 mil documentos, já foi superada em mais 1,5%.

Neste balanço, ainda parcial, o estado do Pará aparece com 391.959 declarações entregues, 4.959 além das 387 mil esperadas. O Amazonas, com 251.938 documentos, apresenta o 2º maior movimento registrado na região. São 6.938 além da expectativa da Receita. O terceiro maior movimento foi registrado em Rondônia, que já entregou 144.063 declarações, 63 além do mais do esperado.

O 4º do ranking é o Amapá, onde já foram entregues 60.171 declarações dentre as 60.500 aguardadas. O estado do Acre figura na 5ª posição com 54.224 declarações prestadas à Receita Federal. O sexto do ranking é o estado de Roraima que já entregou 46.063 documentos, tendo já superado a meta da Receita Federal em 1.063 documentos.

Até zero hora desta quinta-feira, os contribuintes ainda podem declarar o Imposto de Renda da Pessoa Física pela Internet sem a incidência de multa.

O balanço final do IR 2009 com as orientações aos contribuintes que perderem o prazo será apresentado pelo superintendente da Receita Federal na região, Esdras Esnarriaga Júnior, na segunda-feira (4/05), às 11 horas, no décimo andar no prédio-sede do Ministério da Fazenda em Belém-PA.

É possível o SUS sem Médicos?


Temos assistido ao desenrolar de uma novela que não tem bandido e nem mocinho. Irremediavelmente somos vítimas de um sistema em que todos acreditamos, lutamos e achamos que conquistamos. Trata-se do Sistema Único de Saúde que nasceu há 20 anos como a grande esperança dos brasileiros, chegando a ser considerada uma das maiores conquistas na área social.

Se a discussão sobre a saúde pública no Brasil já era dramática, com a protelação da regulamentação da Emenda Constitucional 29 o quadro se agravou e tende a piorar. Institucionaliza-se o subfinanciamento e o SUS anda para trás. Com a omissão dos governantes e do Congresso Nacional, a escassez de recursos agrava a crise da saúde e, em vários estados da federação, o ambiente é de confronto, inclusive com médicos abandonando os serviços públicos.

É isso mesmo, os médicos estão desistindo do SUS. Os exemplos estão espalhados pelo país e o que eram atitudes isoladas tornaram-se movimentos coletivos, assumindo contornos dramáticos, como em Pernambuco no ano passado, e, mais recentemente, em Alagoas.

Por entender que esse processo é motivado pelo desencanto e pela impossibilidade de uma relação de trabalho suportável, não há que se falar em movimento reivindicatório. Impõe-se a falta de alternativa, em que os mais qualificados buscam a sobrevivência em outros espaços de atuação.

As formas de remuneração do trabalho, no SUS, continuam vergonhosas. Enquanto isso, os médicos são obrigados a acumular atividades, com jornadas exaustivas, em ambientes com precárias condições de atendimento, colocando em risco a qualidade da atenção à população.

Os chamados gargalos do sistema público determinam importantes limitações ao bom funcionamento da assistência médica. Basta visitar as unidades de atendimento de urgência e emergência para indignarmos e entender a situação em que nossos colegas são obrigados a conviver diuturnamente. É também revoltante encaminhar um paciente para assistência especializada sabendo que a grande maioria jamais vai ter acesso à consulta ou ao procedimento de média complexidade.

Pois bem, é difícil imaginar que os responsáveis pelo destino do sistema público de saúde possam estar arquitetando o SUS sem médicos, ou que a grande maioria da população, excluída da assistência médica no Brasil até o advento do SUS, deve se contentar com o pouco que vem sendo disponibilizado. Não podemos aceitar que assistência médica de qualidade seja privilegio de uma minoria que tem acesso ao sistema de saúde suplementar.

Diante desse triste quadro, não resta às entidades médicas outra atitude senão recrudescer a luta por mais verbas para o SUS, e por condições dignas de trabalho e remuneração decente para a categoria.

O primeiro passo foi dado no dia 21 de novembro de 2007, quando nos mobilizamos em um dia nacional de protesto que incluiu manifestações públicas e até paralisação de serviços em alguns Estados. Desde então, vários foram os movimentos em diversas unidades da federação, incluindo atividades e protestos junto ao Congresso Nacional e até uma carta aberta ao Presidente da República, em que nossas reivindicações são apresentadas publicamente.

Agora, enquanto as autoridades permanecem em silêncio, o Movimento PROSUS conquista mais adesões nos Estados e novas manifestações estão programadas. Na última semana de maio os médicos vão levantar suas vozes em seus locais de trabalho, em ruas e praças de todo o país promovendo debates e conversando com a população sobre as péssimas condições de trabalho e remuneração a que estão submetidos no SUS.

Nossas bandeiras já foram definidas. Lutamos para tornar o serviço público na área da saúde eficiente e de qualidade, com gestão competente e financiamento adequado. Queremos o reajuste dos honorários da tabela SUS, com a adoção da CBHPM; salário mínimo profissional de R$ 7.503,18, implantação de Plano de Cargos, Carreira e Salários e ainda uma Carreira de Estado, superando a famigerada precarização do trabalho e a ausência de médicos nos pequenos municípios e em regiões de difícil acesso.

Não há como esconder: a saúde vai mal, e sem um financiamento adequado, além de uma gestão competente, não há como prever melhorias.

* Geraldo Guedes é conselheiro do CFM por MG e coordenador da Comissão Nacional PROSUS

Ponte no Madeira Presidente do Sinduscom: tirar trânsito pesado da cidade é questão de bom senso e segurança


Autor da Lei Federal que denomina “Presidente Juscelino Kubitscheck” a rodovia BR-364, o empresário Chagas Neto, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), considera que “qualquer proposta de manutenção do porto onde está hoje e de uma ponte na BR-319 no bairro da Balsa, representam um autêntico crime que se comete contra a cidade de Porto Velho”.

“Está na hora das lideranças dessa cidade pensar grande. Na situação atual não precisa ter muito senso crítico para notar que estamos vivendo uma situação absurda com a falta de uma política de trânsito adequada à realidade da nossa capital. E fica pior por causa do enorme volume de veículos pesados, transportando containeres e mercadorias diversas, tanto na direção do que chama de porto quanto saindo de lá”.

Para Chagas Neto, que como deputado federal (1987/1991) também foi o autor da lei que denomina Saul Bennesby a rodovia BR-425 (ligação de Abunã a Guajará-Mirim), “o crescimento de Porto Velho tem sido enorme e isso exige políticas públicas voltadas para suas necessidades”.

“E isso passa pela organização do trânsito, sendo que aqui, como prioridade, está a construção do anel viário lá na altura das Marcelinas e, como conseqüência, de um porto e da ponte sobre o Rio Madeira nas proximidades”.

O presidente do Sinduscon entende ser impossível deixar o problema das federalizadas avenidas Jorge Teixeira e Migrantes como está. “Aliás – disse – já passou da hora de nós termos medidas definitivas que retire o tráfego pesado da zona urbana, o que será bom também para os caminhoneiros”.

“Até quando vamos continuar sendo testemunhas de acidentes violentos, cuja culpa, como disse aquele caminhoneiro ouvido pelo Estadão hoje (6ª feira) não deve ser creditada apenas aos condutores de veículos pesados, mas, principalmente, aos que têm a responsabilidade gerencial da cidade”.

Chagas Neto lembra, ainda, que um dos benefícios em fazer o desvio do tráfego oriundo da BR-319 para uma outra região do município, no caso a área do Porto Chuelo, “é que vai se incentivar o desenvolvimento de outro pólo, beneficiando a capital”.
lucasassessoria@gmail.com

OAB credencia novos advogados e recomenda atuação com ética


Presidente da OAB Rondônia, Hélio Vieira, entrega carteira a nova advogada (e) e o novo advogado Leonardo Pinto de Castro

“Se você quer ser advogado pensando somente em ganhar dinheiro, aconselho que rasguem as carteiras que as senhoras e os senhores receberão aqui nesta solenidade. Agora se estão focados na idéia do advogado como indispensável à administração da Justiça e essencial á mediação dos conflitos da sociedade, aí sim vamos ter uma longa jornada pela frente”. A declaração é do jovem advogado Leonardo Pinto de Castro, escolhido orador da turma de 60 novos advogados que receberam as credenciais da Ordem dos Advogados do Brasil na noite da última sexta-feira, 24.

Na sessão, que reuniu cerca de 200 advogados e seus familiares, o presidente do Conselho Seccional da OAB Rondônia, Hélio Vieira, passou uma mensagem de otimismo aos novos advogados, declarando que, de certa forma, se sente como um pai, ao tomar o termo de compromisso desses novos colegas. “Tenho apenas 16 anos na profissão, desde que me formei pela Universidade Federal de Rondônia no início dos anos 90, e sei que este momento representa uma vitória de todos vocês e de seus familiares. Por isso, posso dizer a vocês que o sucesso só virá com muito trabalho, dedicação, honestidade e amor ao próximo”, apontou o dirigente da advocacia rondoniense.

“Se pautarem sua atuação profissional nesses princípios”, segundo Hélio Vieira, os novos advogados certamente serão protagonistas de uma nova era, de muito trabalho, mas também de prosperidade e reconhecimento. Ele recomendou aos novos advogados que se integrem aos quadros da Ordem e ajude nas ações desenvolvidas pela instituição em favor do estado democrático de direito, de um Judiciário célere e da cidadania plena.

Corroborando o discurso do presidente da OAB Rondônia, o jovem advogado Vítor Martins Noé, secretário-geral da Comissão OAB Jovem, fez uma saudação emocionada aos novos advogados. Ele citou a parábola do filho pródigo e disse que, antes de tudo, o profissional da advocacia deve se ver como um artífice da promoção da justiça e da cidadania.

Já o secretário-geral da Seccional Rondônia da OAB, José Bandeira Gomes Filho, falou das dificuldades do início de carreira. Seguindo a mesma trilha dos que lhe antecederam na tribuna, Bandeira lembrou ser uma atividade gratificante e enobrecedora, desde que se atue com serenidade, ética e consciência da necessidade de quem procura um advogado.

Além dos novos advogados a OAB também credenciou 16 novos estagiários, que a partir de agora passam a desenvolver atividades advocatícias dentro do limite estabelecido pelo Estatuto da OAB e da Advocacia. A sessão solene para entrega de novas credenciais contou com a presença de toda a diretoria executiva da OAB, de vários conselheiros seccionais, do conselheiro federal Orestes Muniz Filho e do diretor da Escola Superior de Advocacia (ESA), Irineu Vicente da Silva..

Durante a sessão de entrega de novas credenciais a diretoria da OAB aproveitou para reforçar a campanha em apoio ao projeto de Lei 083/2008 que estabelece punição às autoridades que ofenderem os desrespeitar as prerrogativas profissionais dos advogados. Também foram distribuídos aos novos advogados exemplares do volume 2 do ementário do Tribunal de Ética e Disciplina, uma coletânea dos julgados dos anos de 2004, 2205 e 2006.
Assessoria de Imprensa OAB-RO

Deputado Garçon anuncia emendas para Saúde e Agricultura em Alto Paraíso

O deputado federal Lindomar Barbosa Alves, Garçon [PV-Rondônia] esteve no município de Alto Paraíso no último sábado 25 onde realizou duas visitas em especial. Atendendo a um convite do Vereador Claudionei da Silva [PV], Garçom passou o dia nas linhas que interligam o município.

Na vila Alto Alegre, LC-85, o deputado e os vereadores Jeferson Gomes [PHS], Claudionei da Silva [PV], Jonas Figueiredo [PSL] e Raimundo Marrocos [PDT] levaram a notícia aos moradores daquela comunidade de que uma emenda do deputado para a aquisição de duas ambulâncias e outra para a compra de três tanques de resfriamento de leite está sendo destinada para o município de Alto Paraíso ainda esse ano.

Em sua segunda visita a zona rural o deputado esteve reunido também com os vereadores Caíco [DEM, presidente da Câmara de Vereadores e Miguel Facundo [PMDB] na escola Mauricio de Nassau, na LC-110. O deputado e os vereadores ouviram da população quais eram as suas reivindicações prioritárias.

O vereador da comunidade UNIAGRO José Ceará [PR], entregou ao deputado uma indicação para que sejam construídas com emenda do parlamentar duas pontes em bate estacas, ambas na LC-110, sendo uma no travessão B-20 e uma no travessão B-30.

O presidente da Câmara, vereador Caíco, agradeceu ao Deputado que atendeu ao pedido dos vereadores e falou ainda que a população ficará satisfeita com o atendimento do deputado Garçon feito pelo vereador Zé Ceará.

Cabelereira transforma ladrão em escravo sexual

Um estranho caso de assalto e estupro envolvendo um criminoso e uma cabeleireira está mobilizando a polícia russa.

Segundo o site "Life.ru", uma cabeleireira de 28 anos identificada como Olga teve o salão invadido por um assaltante na terça-feira (14). Ela, que é treinada em artes marciais, conseguiu render o homem de 32 anos, identificado como Viktor, e levou-o para uma sala reservada.

Olga teria usado um secador de cabelo para render o assaltante, e acabou prendendo-o, mas não chamou a polícia.

Ela teria obrigado o criminoso a tomar o estimulante sexual Viagra, para depois abusar dele por diversas vezes, durante os dois dias seguintes.

Depois de ser libertado, Viktor foi ao hospital para curar seu órgão sexual "contundido", e depois registrou queixa contra Olga. No dia seguinte, foi a vez de Olga registrar queixa contra Viktor por assalto.

A história fica ainda mais confusa, segundo o "Life.ru", porque a polícia não tem certeza de quem é o verdadeiro criminoso nesse caso de assalto que terminou em "estupro".

Neodi destaca parceria da ALE e governo na aquisição de ambulâncias

Ao participar da solenidade de entrega de 62 ambulâncias para a Secretaria de Estado da Saúde, o Presidente do Poder Legislativo, deputado Neodi Carlos (PSDC) se disse satisfeito em ver o resultado do trabalho realizado pelo Poder que representa, na contenção dos gastos e economia do erário. Isso, segundo o presidente, está possibilitando que o Governo do Estado incremente ações de aparelhamento no setor da saúde, entre outros. Em dois anos de contenção de despesas, o Poder Legislativo retornou aos cofres do Executivo mais de 60 milhões que estão sendo usados para melhoria de vários setores sociais. A solenidade aconteceu na última quarta-feira (15)

Foram entregues em solenidade ao lado do Palácio Getúlio Vargas, 62 ambulâncias, sendo que desse total, cinco (5) são UTIs neonatais, as primeiras desse tipo no estado. O investimento nas ambulâncias foi de mais de 3,2 milhões de reais. Os veículos foram adquiridos em parceria com a Assembléia Legislativa (ALE). As ambulâncias fazem parte do programa estadual de resgate de pessoas com risco de morte.

As ambulâncias equipadas com aparelhos de UTI neonatal são essenciais para o atendimento de recém nascidos de gestações de risco. Em Rondônia a falta de transporte adequado, por parte dos municípios, coloca os índices de mortalidade em bebês, com complicações no parto ou de gestações de risco, em números alarmantes. O objetivo do estado é minimizar o número de mortes. Os veículos serão utilizadas em pequenas localidades e distritos.

Participaram também da solenidade os deputados estaduais Valdivino Tucura (PRP), Luizinho Goebel (PV), Amauri dos Santos (PMDB), Luiz Cláudio (PTN), Tiziu Jidalias (PMDB) e Ezequiel Neiva (PPS).

Licença maternidade de seis meses,um bom tema para tratar no dia das mães

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a amamentação é o período em que são criados os laços de carinho e confiança entre mãe e filho, indispensáveis para a criança desenvolver segurança e capacidade de aprendizado para a vida adulta.

Recomendada por diversas entidades médicas e pela Organização Mundial da Saúde, a licença-maternidade de seis meses se tornou uma conquista festejada entre as brasileiras que já tem acesso ao benefício. Ainda restrito ao serviço público, 108 municípios brasileiros e 14 estados, além do Distrito Federal, comemoram a ampliação da licença maternidade. No dia 8 de março, em que é comemorado o dia internacional da mulher, o Governo do Pará aderiu à nova lei, estendendo o benefício inclusive às mães já em licença.

Mesmo antes da lei federal 11.770, de setembro de 2008, que ampliou a licença maternidade de 120 para 180 dias, 58 municípios e seis estados, entre eles São Paulo, se anteciparam e adotaram o período de seis meses. Além de conceder às servidoras públicas o benefício, a lei sancionada tem como objetivo incentivar as empresas privadas a aumentar o período, com isenção total no Imposto de Renda referente aos dois meses acrescidos à licença. No entanto, as empresas privadas terão que esperar até 2010 para obter essa isenção, já que o Orçamento da União de 2009 não contemplou o impacto fiscal da medida.

Os benefícios para a saúde do bebê e o relacionamento entre mãe e filhos podem ser contatados através dos depoimentos de fontes e personagens sugeridos a seguir:
Fontes:
Sociedade Brasileira de Pediatria – Contatos: (21) 2256-6856 / 2548-1999

Impunidade marca 13 anos do Massacre de Eldorado do Carajás

BRASÍLIA – Na sexta-feira, 17 de abril, o País relembra uma das ações policiais mais violentas de sua história recente: o massacre de Eldorado do Carajás, no Pará. A data foi marcada como dia internacional da luta das lutas dos camponeses. É uma homenagem à luta pela terra pelos camponeses de Carajás e de todas as partes do mundo.

Passados 13 anos, a impunidade continua. Os 155 policiais que mataram 19 trabalhadores rurais, deixaram centenas de feridos e 69 mutilados. Destes, 144 foram incriminados. Mas passada mais de uma década, apenas dois deles – o coronel Mário Collares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira – foram condenados após três conturbados julgamentos. Ambos aguardam em liberdade a análise do recurso da sentença, que está sob avaliação da ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

E o que aconteceu com os demais? Continuam atuando livremente nas ruas das cidades do Pará e, a menos de um ano (setembro de 2008), cerca de 90 policiais envolvidos no massacre de Eldorado do Carajás foram premiados, em vez de punidos. Por meio de decreto, a governadora Ana Júlia Carepa (PT) os promoveu os soldados ao posto de cabo. Os policiais agraciados pela governadora se livraram na primeira instância da acusação de homicídio qualificado, mas ainda um recurso no STJ que pede a condenação deles.

O massacre aconteceu no dia 17 de abril de 1996, na rodovia PA-150, próximo de Eldorado dos Carajás, no sul do Pará. Centenas de trabalhadores ligados ao Movimento dos Sem-Terra (MST), inclusive mulheres e crianças, caminhavam em direção a Belém, capital do Pará. As famílias iriam à capital pressionar o governo estadual – o governador à época era Almir Gabriel, do PSDB – a desapropriar a fazenda Macaxeira.

Na véspera, os trabalhadores haviam decidido reivindicar ônibus e caminhões para apressar a chegada a Belém, e para isso resolveram bloquear a rodovia. Após o bloqueio, a Polícia Militar foi acionada e, em pouco tempo, houve uma negociação. Os ônibus seriam liberados desde que a estrada fosse desobstruída. A proposta foi aceita pelos sem-terra.

Encurralados e massacrados pela PM

Fechado o acordo, tudo parecia caminhar para uma solução pacífica. Mas, segundo relatos dos sobreviventes do massacre, tudo não passou de uma armadilha. Contam que, em vez de liberar a passagem dos sem-terra, os policiais militares bloquearam a rodovia, e as tropas vindas de dois sentidos da estrada (de Marabá e de Parauapebas) encurralaram os sem-terra. Eles estavam armados apenas com paus, pedras e ferramentas, enquanto os policiais portavam armas pesadas.

Os relatos dão conta que a Polícia Militar chegou ao local lançando bombas de gás lacrimogêneo e atirando, primeiro para o alto e depois em direção aos manifestantes. Não houve qualquer tipo de negociação. Diante da brutalidade da PM, os sem-terra tentaram se defender com o que tinham às mãos – paus, pedras, ferramentas de trabalho e tiveram que recuar.

Muitos foram mortos e feridos. No total, 19 homens foram assassinados e, segundo a perícia, em muitos casos à queima-roupa, com tiros no tórax ou na cabeça. Outros foram chacinados a golpes de foice e de facão, quando já estavam feridos ou totalmente imobilizados. Não há relatos de mulheres e crianças terem sido assassinadas, o que sugere uma seletividade por parte da PM. O Exército teve uma participação antes do massacre, com infiltração e trabalho de inteligência. A repressão fez um trabalho de coleta de informações, identificando as lideranças mais combativas.

“Eles [os policiais] estavam procurando as lideranças, os mais jovens e homens. Às vezes fazíamos reuniões, de vez em quando tinham policiais. O major Oliveira [um dos comandantes da tropa da PM na operação] sempre ia ao nosso acampamento negociar com o finado Oziel. Ele via que na nossa reunião tinha mais jovens e homens”, conta Miguel Pontes da Silva, 42 anos, sobrevivente do massacre.

Oziel Alves Pereira era um dos líderes do acampamento da fazenda Macaxeira, e tinha 17 anos. Os relatos de vários sobreviventes dão conta que ele foi capturado pela tropa da PM e torturado.

Ação premeditada da polícia

À época ficou evidente que o massacre foi uma ação premeditada da polícia, a mando do governo estadual, com a conivência do então governador Almir Gabriel. Mesmo assim, houve inúmeras tentativas de encobrir a chacina, e inclusive tentar criminalizar o MST, fazendo com que a culpa pela violência recaísse sobre as vítimas.

“Boa parte das pessoas imagina que o que aconteceu naquela tarde foi o seguinte: policiais militares despreparados e com uma tendência clara à violência, foram no local da paralisação dos trabalhadores, começaram a atirar e o resultado disso foi 19 mortos. Mas não foi isso que aconteceu. Foi completamente diferente e isso foi demonstrado de forma segura no processo”, descreve Carlos Guedes, advogado do MST.

Guedes rela que toda a ação dos policiais resultou em seis mortes. “Mas como você sabe disso? Porque quando a operação militar foi encerrada na pista, o coronel Pantoja mandou seus oficiais contarem os mortos. Então seis mortos foram contados e vários feridos na pista. E o coronel Pantoja mandou recolher os feridos e, segundo ele, encaminhar os feridos para os hospitais locais. O que aconteceu foi que os feridos nunca chegaram aos hospitais. E não chegaram seis mortos, chegaram 19”, diz o advogado. E completa: “Pelo menos treze, de forma inquestionável, foram executados depois de encerrada a operação policial e isso foi demonstrado de forma muito segura no processo”.

Entre os executados após a ação policial, está o próprio Oziel: “Ele tinha dois buracos de bala nos olhos e outro na testa. Só o identifiquei pela roupa. Via-se uma massa de carne disforme no lugar onde havia sido seu rosto”, relata o advogado Carlos Guedes.

MST faz ações no Pará para
cobrar punição dos culpados

BRASÍLIA – Inconformado com a impunidade, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) promove esta semana uma série de ações, no Pará e em outras regiões do Brasil, para cobrar a condenação dos responsáveis pelo massacre e apoio às famílias sobreviventes. OMST montou dois acampamentos em território paraense para exigir justiça. Desde o dia 10 cerca de 500 trabalhadores participam de atividades no Acampamento da Juventude, na Curva do S, em Eldorado do Carajás. Em Belém, 600 pessoas estarão mobilizadas depois do dia 14. As atividades se encerram no dia 17.

A mobilização é para denunciar que, depois de tanto tempo do massacre de Eldorado do Carajás, ninguém foi preso e as famílias ainda não foram indenizadas, explica Ulisses Manaças, da coordenação nacional do MST. “Cobramos a indenização de todas as famílias e atendimento médico aos sobreviventes. Defendemos também um novo julgamento para impedir que a morte de 19 companheiros fique impune”, diz ele. Além disso, o MST cobra do governo a reforma agrária como forma de acabar com a violência contra os trabalhadores rurais.

Em 2007, os sem-terra conseguiram uma vitória parcial. O governo do Pará indenizou 23 famílias vítimas do massacre de Eldorado do Carajás. No ano seguinte, o governo agraciou aos soldados que participaram do massacre, promovendo-os ao posto de cabos da Polícia Militar do Pará. O MST cobra indenização para as 79 famílias atingidas pela violência policial, além da regularização do atendimento médico multidisciplinar aos feridos durante o massacre. Muitas das vítimas ficaram com balas alojadas pelo corpo.

"A gente lamenta essa mentalidade de grande parte dos juristas, que acha que a pessoa deve recorrer eternamente, pela chamada presunção de inocência. Esse processo acaba gerando impunidade total e absoluta”, afirma o promotor Marco Aurélio Nascimento, que atua no caso. Para o advogado Paulo Guedes, que acompanhou o caso desde abril de 1996 até o último julgamento, em maio de 2002, acredita que a Justiça ainda não resolveu o caso. Guedes também alerta que existem dois tipos de responsabilidades em relação ao massacre que a Justiça tem de levar em consideração: as responsabilidades criminal e política.

“Se todos os que foram denunciados, desde o coronel Pantoja até o último soldado, tivessem sido condenados, isso por si só seria insuficiente. Outras pessoas tiveram participação decisiva no massacre, como o governador (Almir Gabriel), o comandante geral da Polícia Militar e o secretário de Segurança Pública (Paulo Sette Câmara). Estes sequer foram envolvidos no caso”, lembra o advogado.

Charles Trocate, coordenador do MST no Pará, a cultura da violência gera tem gerado a cultura da impunidade. “Carajás evidenciou um problema em proporções maiores e o Estado não foi capaz de criar instrumentos que corrigissem isso. Primeiro, se negou julgar e condenar o governador, o secretário de Justiça e o comandante geral da PM, e segundo, nestes 13 anos, não foi produzida nenhuma condenação porque é o Estado que está no banco dos réus.” (C.A.)

Caminho do caso na Justiça

Junho de 1996 - Início do maior processo em número de réus da história criminal brasileira, envolvendo 155 policiais militares. Em 10 anos, o processo ultrapassou as 10 mil páginas.

16 de agosto de 1999 - Primeira sessão do Tribunal do Júri para julgamento dos réus em Belém, presidida pelo juiz Ronaldo Valle. Foram absolvidos três oficiais julgados - coronel Mário Colares Pantoja, major José Maria Pereira de Oliveira e capitão Raimundo José Almendra Lameira. Foram três dias de sessão com cerceamento dos poderes da acusação, impedimento da utilização em plenário de documentos juntados no prazo legal, permissão de manifestações públicas de jurados criticando a tese da acusação e defendendo pontos de vista apresentados pela defesa.

Abril de 2000 - O Tribunal de Justiça do Estado do Pará determinou a anulação do julgamento, decisão mantida em um segundo julgamento, em outubro de 2000. Antevendo a anulação do julgamento, o juiz Ronaldo Valle solicitou o afastamento do caso. Dos 18 juízes criminais da Comarca de Belém, 17 informaram ao Presidente do Tribunal de Justiça que não aceitariam presidir o julgamento, alegando, na maioria dos casos, simpatia pelos policiais militares e aversão ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e aos trabalhadores rurais.

Abril de 2001 - Nomeada uma nova juíza para o caso, Eva do Amaral Coelho, que designou o dia 18 de junho de 2001 como data para o novo julgamento dos três oficiais. Alguns dias antes do início da sessão, a juíza determinou a retirada do processo da principal prova da acusação, um minucioso parecer técnico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com imagens digitais que comprovavam que os responsáveis pelos primeiros disparos foram os policiais militares. O MST reagiu e a juíza reviu sua posição, suspendendo o julgamento sem marcar nova data.

14 de maio a 10 de junho de 2002 - O julgamento foi retomado. Após cinco sessões, entre os 144 acusados julgados, 142 foram absolvidos (soldados e 1 oficial) e dois condenados (coronel Pantoja e major Oliveira), com o benefício de recorrer da decisão em liberdade. Em decorrência dos benefícios estendidos aos dois únicos condenados, as testemunhas de acusação não compareceram mais ao julgamento, em função de ameaças de morte e por não acreditar na seriedade do julgamento. Durante vinte dias, jornais do Estado do Pará publicaram detalhes sobre intimidações e ameaças de morte que estariam recebendo as principais testemunhas da acusação, principalmente Raimundo Araújo dos Anjos e Valderes Tavares. Nada foi feito em relação à proteção e salvaguarda de tais testemunhas. O MST não aceitou participar de um julgamento onde não estivessem sequer garantidas a segurança e a tranqüilidade das pessoas fundamentais para a acusação.

Novembro de 2004 - A 2ª Câmara do Tribunal de Justiça do Pará julga numa só sessão todos os recursos da defesa e da acusação e mantém a decisão dos dois julgamentos realizados pelo Tribunal do Júri, absolvendo os 142 policiais militares e condenando o coronel Pantoja (228 anos de prisão) e o major Oliveira (154 anos de prisão).

22 de setembro de 2005 – O coronel Pantoja é posto em liberdade por decisão do Supremo Tribunal Federal.

13 de outubro de 2005 – O major Oliveira é posto em liberdade por decisão do Supremo Tribunal Federal.

2006 - Recurso especial é apresentado ao Superior Tribunal de Justiça e, posteriormente, recurso extraordinário é apresentado ao Supremo Tribunal Federal.

Abril/2007 - A governadora do estado Ana Júlia Carepa assinou decreto que concede indenização e pensões especiais a 22 famílias de trabalhadores sem-terra vítimas da chacina. “O que eu fiz foi reparar uma injustiça, reconhecendo a responsabilidade do governo do Estado”, disse Ana Júlia. A governadora classificou o massacre de Eldorado do Carajás como “um dos episódios que mais envergonhou não só o Pará diante do Brasil, mas o Pará diante do mundo”.

Setembro/2008 - O governo de Ana Júlia Carepa promoveu os soldados que participaram do Massacre de Eldorado do Carajás. Entre 87 e 90 policiais foram promovidos a cabo. Apesar de todos os promovidos já terem sido absolvidos em primeira instância pela acusação de homicídio qualificado, ainda há um recurso no STJ que pede suas condenações.

Autor: Chico Araújo
Fonte: Agência Amazônia

Questões sobre adoção têm decisões inéditas no STJ

Questões sobre adoção têm decisões inéditas no STJ
Adoção. Para a sociedade, um ato de amor incondicional. Para o direito brasileiro, um ato jurídico que cria relações de paternidade e filiação entre duas pessoas; um ato que faz com que uma pessoa passe a gozar do estado de filho de outra pessoa.

Independentemente do significado, o fato é que, no Brasil, cerca de 80 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos e cerca de oito mil delas estão aptas para a adoção. Os dados estão no relatório do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) de 2008. Naturalmente, a adoção não é concedida a qualquer pessoa que tenha interesse. É preciso preencher algumas formalidades e requisitos necessários para habilitar um pretendente.

Entretanto, depois do advento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1998, o processo de adoção, outrora muito complexo, demorado e burocrático, ficou mais simples, mais rápido. O pleno funcionamento dos Juizados da Infância e da Juventude igualmente colaborou com especiais medidas de segurança para todas as partes envolvidas no processo de adoção.

Processos que discutem questões sobre adoção, como cadastro, pensão, maioridade e até a possibilidade de realizar o ato mesmo com o falecimento do adotante, chegam ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) frequentemente. Até dezembro de 2008, a Corte recebeu cerca de 323 processos sobre o tema.

Cadastro

Os pretensos adotantes, depois de aprovados por um juiz, passam a integrar um cadastro. Em 29 de abril de 2008, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), com a promessa de agilizar os processos. Quando estiver totalmente implantado, o CNA fornecerá informações sobre o número de crianças e adolescentes sob a tutela do Estado, quantidade e localização de casais habilitados a adotar em todas as regiões, perfis completos e dados sobre os abrigos.

Geralmente, os processos de guarda e adoção devem observar as cautelas legais que se destinam à proteção da criança e à garantia da idoneidade do procedimento, entre elas, o cadastro judicial. Entretanto, o STJ vem decidindo que a preferência das pessoas cronologicamente cadastradas para adotar determinada criança não é absoluta, devendo o magistrado observar, com base no princípio do melhor interesse do menor, o estabelecimento de vínculo afetivo com o casal adotante.

Esse foi o entendimento da Terceira Turma do Tribunal em março deste ano, ao determinar a devolução de uma criança de um ano e três meses a um casal de Minas Gerais que havia perdido sua guarda para um outro casal inscrito na lista. Os ministros da Turma reconheceram que o menor já havia formado vínculo afetivo anterior, razão pela qual esse deveria ser o critério de aferição.

No final do ano passado, a Quarta Turma, ao julgar processo semelhante, entendeu que a ausência do casal adotante no cadastro de pretendentes à adoção, por si só, não configura situação de risco e não afasta de maneira definitiva a possibilidade de adoção.

Adoção póstuma

Para o STJ, a adoção póstuma pode ser concedida desde que a pessoa falecida tenha demonstrado, em vida, inequívoca vontade de adotar e laço de afetividade com a criança. Em um julgamento ocorrido em 2007 na Terceira Turma, os ministros aplicaram esse entendimento e negaram o pedido das irmãs de um militar contra a decisão da Justiça fluminense que admitira o direito à adoção póstuma de uma criança de sete anos.

As irmãs alegavam que o militar não demonstrou em vida a intenção de adotar a menina e que, por ser “solteiro, sistemático e agressivo”, além de ter idade avançada (71 anos), o falecido não seria a pessoa indicada para adotar uma criança, oferecendo-lhe um ambiente familiar adequado.

Segundo a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, o tribunal fluminense concluiu, de maneira inequívoca, que houve a manifestação em vida da vontade de adotar a criança, tanto que o militar chegou a iniciar o processo de adoção. “O magistrado deve fazer prevalecer os interesses do menor sobre qualquer outro bem ou interesse protegido juridicamente”, assinalou a ministra.

Pensão

Considerado um Tribunal de precedentes, o STJ, em uma decisão inédita, reconheceu a uma jovem o direito de receber alimentos do pai descoberto por meio do exame de DNA, depois de ela ter sido adotada por uma viúva que trabalhava no abrigo de crianças da cidade onde morava.

Baseada no entendimento da relatora, ministra Nancy Andrighi, a decisão estabelece que, como não há vínculo anterior com o pai biológico para ser rompido pela adoção, simplesmente porque jamais existiu tal ligação, não se pode eliminar o direito da filha de pleitear alimentos do pai reconhecido na ação investigatória.

Segundo a relatora, a questão deve ser vista sob a proteção dos menores definida no ECA, em seu artigo 27, no qual “o reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo, indisponível e imprescritível, podendo ser exercitado contra os pais ou seus herdeiros, sem qualquer restrição, observado o segredo de justiça”.

Maior idade

Quanto à adoção de maiores de idade, o Tribunal tem entendido que não é necessária a aprovação dos pais biológicos. Ao julgar uma contestação em sentença estrangeira originária de Munique, Alemanha, a Corte Especial citou artigos do Código Civil Brasileiro (CCB) e do ECA que afirmam ser desnecessário o consentimento nos casos em que os pais tenham sido destituídos do poder familiar.

No caso, a Vara de Tutela do Juízo Cível de Munique pediu a homologação da sentença que reconheceu a adoção de duas brasileiras por um cidadão alemão. Ambas são filhas biológicas da atual esposa do alemão, que concordou com a adoção. O pai biológico das adotadas foi citado para participar do processo. Como não o fez, foi nomeado um curador para apresentar a resposta.

Em seu voto, o relator, ministro Teori Albino Zavascki, destacou que os artigos 1.749, 1.767 e 1.768 do Código Civil alemão dispensariam a autorização e que tal orientação é semelhante à do nosso ordenamento, como indicam os artigos 1.621, 1.630 e 1.635 do CCB e o artigo 45 do ECA.

Não é necessário derrubar mais nenhuma árvore não só na Amazônia, como em nenhum outro bioma , diz pesquisador

Resultado de uma pesquisa de pós-graduação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o geógrafo Eduardo Girardi, desenvolveu um estudo sobre os principais temas da questão agrária no Brasil. O resultado foi a elaboração de mais de 300 mapas identificando geograficamente a luta pela terra no Brasil levando em consideração aspectos de problemas como pobreza, desflorestamento, concentração fundiária, violência no campo e também a luta pela terra, produção agropecuária dentre outros. O trabalho foi desenvolvido usando conceitos da Geografia Crítica que busca identificar os atores da sociedade que geram conflitos, como por exemplo, a expansão da pecuária na Amazônia. Foram mapeadas as violências no campo e as ocupações e assentamentos desde o fim da década de 1970 e início da década de 1980, para também servir como um banco de informações geográficas.

O trabalho está inteiramente disponível na internet (www.fct.unesp.br/nera/atlas). Leia a entrevista completa de Girardi ao site amazonia.com.br.

Conselho Diretor do BB aprovação criação de superintendência em Rondônia

O Conselho Diretor do Branco do Brasil aprovou, em reunião realizada ontem à tarde, a criação da Superintendência do banco em Rondônia. A informação foi transmitida à senadora Fátima Cleide (PT-RO) pelo vice-presidente de Varejo e Distribuição da instituição, Milton Luciano dos Santos, por telefone, logo após o termino da reunião. A senadora cumpria agenda em Guajará-Mirim.

“O vice-presidente havia me falado que a reunião aconteceria neste dia 7, e ela efetivamente ocorreu, com resultado importante para a população do Estado, para o setor produtivo. É uma vitória da sociedade. A superintendência é necessária, atende ao crescimento que ocorre em Rondônia e irá representar, no sentido operacional, mais agilidade no atendimento a demandas que a Gerência hoje não pode assistir e para as quais ficamos na dependência de Mato Grosso", disse a senadora Fátima.

Para o presidente da Fecomércio, Francisco Linhares, a criação da Superintendência do BB em Rondônia é “de suma importância para o comércio, para gerir os nossos destinos no campo dos negócios, no processo de crescimento e desenvolvimento do Estado”. “Quero parabenizar a senadora Fátima Cleide e a todos que estiveram envolvidos na campanha pela criação da superintendência”.

A senadora se engajou na campanha promovida pelo Sindicato dos Bancários de Rondônia pela criação da superintendência desde o primeiro momento. Em fevereiro deste ano, ela esteve com Milton Luciano para tratar do assunto. Sua última iniciativa foi pronunciamento no plenário, no dia 2, quando mostrou que a economia rondoniense, com o terceiro melhor PIB da região Norte, segundo o IBGE, não pode prescindir de uma superintendência do Banco do Brasil em Rondônia.

Tribunal de Justiça de Rondônia doa materiais recicláveis à Associação de Catadores

O Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia doou 749 carcaças de toners de impressoras à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Rua de Porto Velho (Asprovel), situada na Rua Osvaldo Moura, 7775, no Bairro Tiradentes. O objetivo da doação dos materiais foi contribuir com a área social, assim como com a limpeza do meio ambiente. Os materiais foram recebidos na sede da Associação pela secretária da entidade, Alfanira Bezerra da Silva.

De acordo com a diretora do Almoxarifado do TJ RO, Isis Chagas Barreto, os objetos doados poderão ser revertidos em benefícios financeiros para os trabalhadores da Asprovel. Ela disse que "apesar de haver procura pelos materiais doados por empresas interessadas em comprá-los, o Tribunal de Justiça não pode comercializá-los. Então, ao invés de jogar no lixo materiais com resíduo tóxico, surgiu uma idéia conjunta em doar os toners que, além de não ser mais um acúmulo de lixo na natureza, vão ajudar famílias a obter recurso financeiro".

A Asprovel, que tem como presidente o Sr. Geraldo Gonzaga de Lima, foi fundada em 03 de dezembro de 2005 e conta com 20 associados. De oito a dez toneladas de material reciclável são vendidas nos meses de inverno. No verão, a venda oscila entre 14 e 15 toneladas.

//// Assessoria de Comunicação Institucional - TJ RO

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Clarim da Amazônia